Indulgências de um mero invasor do mundo onírico

sábado, julho 28, 2007



Sempre tenho dificuldade pra começar uma nova postagem porque fico me preocupando com o que vocês vão ler e a interpretação que vão ter, daí, dessa vez resolvi ser diferente, acho que vou me esconder bem menos e ser bem mais sincero, só não sei dizer se vou ser correto nas palavras, afinal não vou passar as muitas horas escrevendo no diário e depois mais umas horinhas ao passar a limpo pra cá.
Então, acontece tudo da mesma forma, umas duas tias escondidas em algum local do aeroporto, os primos pequenos brincando de alguma coisa e puxando minha calça me convidando a fazer parte da brincadeira, enquanto minha mente, olhos e sentimentos prendem-se a outra coisa, outro alguém....
O mesmo sorriso abestalhado, as belas feições mescladas ao jeito desconcertado que tanto me faz rir e apreciar...
Dá uma saudade...
uma saudade do abraço suave e os olhos a me mirar meio zanôios, até uma chata dessas com voz de computador dizer que é a ultima chamada para o embarque!
Um breve abraço, dividido com todos os outros presentes, o coração palpitando de angústia, uma coçadinha no ombro e o tchau com um beijo na testa...
É sempre assim, os velhos sentimentos pueris aflorando e a saudade toma conta de tudo no fim...
"Espaço curto, sentimento longo"


Paulinho Moska-nada vai mudar isso

terça-feira, julho 17, 2007



A quem dera se a ebriedade permitisse expressar as mais belas palavras com a desenvoltura de outros momentos. As mãos ainda trêmulas não têm a firmeza de dias atrás, porém, por menos desejável que seja, a letargia me conduz ao mais íntimo das sensibilidades e adentra nesse incrível viver onírico que habito.
Queria habitar solitário, assim seria frio, enegrecido e misterioso, é ,contudo, pintado às cores do arco-iris, descrevendo o surrealismo do estado de espírito.

Ah!!! Quem dera entregar-me a solidão e ao fúnebre que assola minha mente, tu ,porém, presenteia-me com esperanças de que aqui habitar pode ser ainda proveitoso e sabes,há como sabes, aliciar esperanças nesse moribundo coração que contigo é contíguo.