Indulgências de um mero invasor do mundo onírico

domingo, maio 21, 2006

Amaldiçoado

Minha garrafa recoberta por parafina derretida fornece essa fraca luz que me traz a imagem dos meus companheiros poetas sentados em seus móveis de madeira entalhada a redigir os longos e belos textos que hoje me fazem companhia.
É como se o espírito de um escritor antigo adentrasse em meu corpo e redigisse com sabedoria todas essas velhas e tolas palavras que utilizo nos escritos.
Sim!!!
Sou um tolo poeta romântico nascido gerações a frente, que sofre a maldição dos antigos por estar em tempos avançados fazendo uso de parâmetros e vocábulos do século XVIII, que não são pra mim uma honra, mas um fardo a ser utilizado por esse moribundo coração que me acompanha...