domingo, março 19, 2006
quinta-feira, março 09, 2006

Esse post foi escrito em conjunto com a participação de alguns leitores!
Pra mim foi bastante gratificante, porque pude ficar ansioso pra saber que rumo a história tomaria e tentar induzir o dono do período seguinte a continuar o meu pensamento!
Não deu certo....rsrs, mas adorei o resultado final!
Um sincero agradecimento a todos!
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O silêncio noturno foi quebrado com o ranger tímido do portão envelhecido estalando.
Caminhou pelo longo jardim sem flores, desviando-se das folhas caídas das árvores, sem se dar conta de que estavam todas mortas.[Breno]
Só lhe resta sentir o cheiro da noite misturado ao odor cinzento do orvalho em uma noite em que nem todas as dores são de amores perdidos, mas do desejo ardente de viver um grande e devastador...amor [Márcia]
Chegou a longa e alva escadaria e com o cuidado necessário, subiu degrau por degrau, contando os sete que o separavam dessa tão bela figura, que sempre o conduzira a momentos inebriantes de paixão.
Se pôs a frente da porta, forçou a tranca, mas percebeu que a porta estava trancada. Procurou entre a bagunça do bolso o molho de chaves que persistia em ficar preso aos fiapos de linha e não tivera a sensibilidade de perceber o porque.[Breno]
O furor da paixão transcendia os demais sentidos; isso era com ele já havia algum tempo,desde que a chama dos olhos daquela mulher tocara sua fria, porém em latente estado de abundância de vida e gozo, alma. Muitos olhares trocados, receios, vergonhas que, enfim, deram lugar a um amor nunca dantes provado. Tal loucura de sensações ofuscaram seus objetivos de vida e todas as outras coisas que não fossem ligadas à amada. Entrar naquele quarto poderia ser a última coisa na vida, que o fosse![Sérgio Raphael]
Desesperado com o tempo em que podia estar ao lado de sua amada vem-lhe o pensamento estúpido de derrubar a porta...BLAM...um único golpe e viu-se de frente ao quarto em que a bela moça, imaginava ele, estar...[Fernando Castro]
Com um sorriso singular abriu a porta, procurou-a apenas com os olhos, um breve olhar no espelho oval e uma curta esperança.Olhou o guarda-roupa velho no canto do quarto, com as portas abertas, roupas caídas ao chão e debruçadas sobre a cama sem lençóis, a janela aberta, deixando a vista alguns raios lunares que conseguiam driblar o emaranhado de galhos e folhas e um pendente pedaço de pano que descia para o lado de fora.[Breno]
Tarde demais...ela ja devia estar a milhas daquele tenebroso quarto e a centímetros de algo que poderia ser pior do que noites alimentadas por difíceis ilusões.Não tinha mais nada a fazer, pensou e chorou...mas espere!!Alguém podia lhe ajudar...[Fernando Castro]
Revira novamente gavetas e entre roupas sensuais encontra o esperado...um lenço sujo de suor e batom misturado a cheiro de wisk...as luzes, lá fora, confundem-se com raios de uma luz interior, capaz de mostrar apenas uma sombra de alguém que caminha entre folhas secas tentando retornar ao lugar de rusgas e tentações eloqüentes capazes de deixar qualquer um ávido por uma noite tenebrosa de amor sem fim.
E o que pensava estar perdido, já não estava mais ali...na janela apenas um pedaço de pano e naquele quarto apenas o desejo de que realmente alguém abrisse a gaveta e encontrasse o lenço...em vão, tudo não passou de ilusões, apenas ilusões de um grande e inesquecível, amor...[Márcia]
*** Fim ***
segunda-feira, março 06, 2006

Hum....
Juro que me é bastante difícil escrever em um blog feito por mim, para outros.
Fiquei, e ainda estou, perplexo com a repercussão que teve meu último post!
recebi vários comentários, discuti bastante com algumas leitoras, que pela primeira vez me confessaram outras pequenas observações que haviam feito sobre os outros muitos textos aqui também presentes!
Confesso que agora ando meio receoso em postar todos os textos que escrevo, afinal, se transparece bastante do seu "Eu" quando se redige esses espasmos linguísticos, eu esse, que muitos estão tendo uma habilidade indiscutível e um prazer incomensurável em desvendar...
Eu ainda tenho medo de falar sobre mim, mesmo que de forma indireta como nesses escritos!
Então, vou tentar manter-me um pouco mais reservado, tentando, pois, escrever com a mesma sinceridade e beleza. É contraditório, mas é o que me vem em mente agora.
um forte abraço a todos!
quinta-feira, março 02, 2006
ElaSei que serei sórdido ao declarar-te minhas íntimas intenções, mas peço-te que as leia e por mais ínfimas que sejam, crê-lo-ei que são sinceras e saem d’um coração atônito, que exprime palavras despidas de abjeções e providas de afeto.
Quando ao longe te avistava chegar sempre bela e formosa, meu ser prontificava-se para contemplar-te.
Eu espraiava todo meu ser na contemplação de tua inquietude, quando brandavas teus negros cabelos, ora alisando-os, ora encaracolando-os, com a intuição estética da mulher elegante, e a cada instante em que te miro por minúcias, aconcheio no mais íntimo de meu coração a afeição inefável que alude a ti bela moça.
Desviando um pouco meu olhar de teus cabelos, prendo-me aos teus negros olhos, que fascinam, encantam, e refletem a imensidão pueril de teu espírito profundo e penetrante que capta a indulgência de um mero poeta.
Tenderia eu a embotar os sentidos e a retardar os sexos, ao passo que teu desassossego, negaceando a natureza, aguça e atrai as vontades, ativa-as, reprodu-las, e conseguintemente faz acentuar-se minha audaz admiração por ti.
Meu amor por ti transcende os limites de um homem, e por mais abstratos que sejam, tornam-se tão concretos em certo instante, que posso sentir-te tão próxima a mim, a ponto de ouvir tua respiração ofegante e desejar teus lindos lábios puros que já possuem dono.
Perdoa-me por amar-te tão ardentemente, mas este amor recluso persiste em transcorrer de meu coração volúvel como uma flama tenaz que transcende os limites humanos e pulsa incessantemente em meu espírito, consumindo audazmente meu mórbido coração que por ti morre de prazeres.Amo-te bela moça, como nunca antes havia amado, mas se este escrúpulo de viver sozinho não der azo ao deleite de viver ao teu lado, prefiro entregar-me ao ócio e a desilusão de um hipocondríaco, ansiando, com a amargura de m’inhalma, a morte.

